Bombeiros analisam falhas do 193 em incêndio que matou casal no Rio
Desembargador e mulher se jogaram da janela após demora de bombeiros.
CEG deu prazo de uma hora para cortar gás, 20 minutos após a ligação.
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O Corpo de Bombeiros iniciou uma apuração interna para investigar se houve falhas no combate ao incêndio no apartamento no Leblon, na rua General Venâncio Flores, Zona Sul do Rio, que causou a morte do desembargador Ricardo Areosa e sua esposa Cristiane, no dia 3 de março. Os dois se jogaram da janela antes da chegada dos bombeiros. Como mostrou o RJTV nesta sexta-feira (15), houve complicações no atendimento do telefone da corporação, o 193, e na comunicação dos bombeiros com a CEG, na tentativa de cortar o gás do apartamento para evitar a propagação das chamas.
A primeira ligação aos Bombeiros, da vizinha Michele Hayashi, foi às 23h10, segundo ela, mas o socorro só chegou às 23h37, após a informação ser repassada entre os quartéis. Em sete minutos, no entanto, o caminhão dos bombeiros da Gávea poderia fazer o percurso da unidade até o local do acidente. A unidade, que seria a responsável pelo atendimento, demorou 21 minutos para entrar em contato com a unidade de Copacabana para pedir a escada Magirus.
Além disso, o Corpo de Bombeiros entrou em contato com a CEG para que o gás do apartamento fosse cortado e se deparou com a gravação do telemarketing. A demora para falar com a atendente foi de quase 20 minutos e um prazo de uma hora foi dado para efetuar o corte de gás.
Causa do incêndio foi curto-circuito
A delegada Flávia Monteiro, da 14º DP (Leblon), informou ao G1, no dia 8, que o laudo da perícia do incêndio no apontou que o fogo foi causado por um curto-circuito na fiação da sala do casal. Segundo a delegada, o laudo indicou o local como foco inicial do incêndio e tudo leva a crer que foi um acidente. Ainda de acordo com Flávia Monteiro, as testemunhas começaram a ser ouvidas no dia 7.
A delegada Flávia Monteiro, da 14º DP (Leblon), informou ao G1, no dia 8, que o laudo da perícia do incêndio no apontou que o fogo foi causado por um curto-circuito na fiação da sala do casal. Segundo a delegada, o laudo indicou o local como foco inicial do incêndio e tudo leva a crer que foi um acidente. Ainda de acordo com Flávia Monteiro, as testemunhas começaram a ser ouvidas no dia 7.
Substituição
O Corpo de Bombeiros decidiu substituir o comandante do quartel da Gávea, capitão José Carlos Constantino, após moradores reclamarem da demora na chegada dos agentes durante o incêndio em que duas pessoas morreram no Leblon, Zona Sul do Rio, no domingo, 3. Ele foi substituído pelo tenente-coronel Roberto Gomes, que comanda o quartel de Ricardo de Albuquerque, no Subúrbio.
O Corpo de Bombeiros decidiu substituir o comandante do quartel da Gávea, capitão José Carlos Constantino, após moradores reclamarem da demora na chegada dos agentes durante o incêndio em que duas pessoas morreram no Leblon, Zona Sul do Rio, no domingo, 3. Ele foi substituído pelo tenente-coronel Roberto Gomes, que comanda o quartel de Ricardo de Albuquerque, no Subúrbio.
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Apesar disso, o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Simões, disse que a decisão não tem relação com o caso. "Não tem relação de causa e efeito. A organização vem se reestruturando, o quartel da Gávea tem um status de destacamento e essas unidades são, historicamente, comandadas por capitães ou majores. Nós estamos elevando o patamar."
Os donos do apartamento, o desembargador José Ricardo Damião Areosa e a esposa, Cristiane Teixeira Pinto, pularam da janela do apartamento, que fica no 4º andar do edifício Tanger, na Rua General Venâncio Flores, para tentar se salvar, mas não resistiram.
Na terça (5), o governador Sérgio Cabral defendeu os bombeiros. "Infelizmente, houve essa tragédia que a perícia terá que indicar como foi, mas colocar na conta do Corpo de Bombeiros. É uma tremenda injustiça. O Corpo de Bombeiros tem prestado um serviço extraordinário à população, que salva vidas diariamente", disse.
Nós gostaríamos muito que estas palavras de defesa do governador fosse verdadeiras, já que ele nos considera todos vândalos e irresponsáveis, mas todos nós sabemos que o que ele quer é conquistar a nossa confiança, mas pelo visto isto será impossível se ele não sentar com as lideranças PM/BM para negociar melhores condições de trabalho e salário digno para todos.
Incêndio em prédio de desembargador no Leblon
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