Rio de Janeiro é o que mais gasta com saúde no País
No Brasil, o custo com impostos é maior que com educação. Habitação, transpor- te e comida levam 61% do orçamento
POR MARIA LUISA BARROS
Os cariocas empregam com remédios 40,8% do orçamento familiar e com dentista, 3,4%. Os dados fazem parte da Pesquisa de Orçamento Familiar divulgada ontem pelo IBGE com base em entrevistas feitas em 2009 com 57,8 milhões de famílias.

Olga e as filhas Júlia e Luíza passaram a fazer refeições em casa: hábito ficou mais saudável e econômico | Foto: André Luiz Mello / Agência O Dia
“Gastava muito com IPVA, seguro, combustível. Agora ando de metrô, táxi e ônibus. Fazemos as refeições em casa, fica mais em conta e saudável”, conta a mãe de Júlia, 14, e Luíza, 12 anos.
O levantamento revelou dado preocupante: famílias gastam mais com impostos e menos com educação. O investimento em ensino caiu de 3,3%, em 2003, para 2,5%, em 2009. No período, tributos subiram de 4,4% para 4,6%.

Nildo em passeio a Salvador (BA): brasileiros cada vez viajam mais | Foto: Albúm de família
Pela primeira vez, o IBGE detalhou gastos com viagens e descobriu que a preferência dos brasileiros é pelo turismo de lazer (38,3%), seguido pelo de negócios (15,8%) e peregrinações religiosas (3,7%).
É o caso do empresário Nildo Ribeiro, 34 anos, que de cada dez viagens que faz, só duas são a trabalho. “Volto de uma viagem já pensando na próxima”, conta ele, que nos últimos dois anos fez cruzeiro pelo Nordeste e viagens para Santa Catarina, São Paulo e Angra dos Reis.
Aumenta o número de solitários
Pessoas na faixa etária dos 40 aos 49 anos são as que mais gastam com educação, lazer, cultura, compra de carro, vestuário, eletrodomésticos e combustível.
A pesquisa apontou que, nas famílias em que a pessoa de referência era trabalhador doméstico, quase 59% das despesas eram com alimentação e habitação. Entre os empregadores, esses itens representavam 37% dos gastos.
A pesquisa revelou o crescimento, no país, no número de solitários (de 4,9 milhões para 6,9 milhões) e de casais sem filhos (de 5,4 milhões para 8,1 milhões).
De acordo com o levantamento, as famílias brasileiras encolheram 8,8%, em apenas seis anos. Ou seja, o tamanho médio caiu de 3,62 para 3,30 pessoas.
É o caso do empresário Nildo Ribeiro, 34 anos, que de cada dez viagens que faz, só duas são a trabalho. “Volto de uma viagem já pensando na próxima”, conta ele, que nos últimos dois anos fez cruzeiro pelo Nordeste e viagens para Santa Catarina, São Paulo e Angra dos Reis.
Aumenta o número de solitários
Pessoas na faixa etária dos 40 aos 49 anos são as que mais gastam com educação, lazer, cultura, compra de carro, vestuário, eletrodomésticos e combustível.
A pesquisa apontou que, nas famílias em que a pessoa de referência era trabalhador doméstico, quase 59% das despesas eram com alimentação e habitação. Entre os empregadores, esses itens representavam 37% dos gastos.
A pesquisa revelou o crescimento, no país, no número de solitários (de 4,9 milhões para 6,9 milhões) e de casais sem filhos (de 5,4 milhões para 8,1 milhões).
De acordo com o levantamento, as famílias brasileiras encolheram 8,8%, em apenas seis anos. Ou seja, o tamanho médio caiu de 3,62 para 3,30 pessoas.
"QUANTO MENAS ESCOLAS, MENOS POVO PARA SABER DAS COISAS CORRETAS"
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