Uma longa espera em vão
Hospital em Belford Roxo é reinaugurado com obra inacabada e falta de médicos
POR GISLANDIA GOVERNO

Enquanto o diretor-médico, Reinaldo Lopes, dizia na quinta-feira que a unidade não recusa pacientes, Vânia Câmara saía do hospital com perna quebrada, aconselhada a procurar UPA: não há ortopedista | Foto: Paulo Araújo / Agência O Dia
A secretária Mirlene de Jesus Santana, 24, conta que também procurou atendimento na unidade há uma semana, durante a madrugada, e não foi atendida. “Estou com suspeita de gravidez e tenho crises de pressão alta. Cheguei no hospital carregada pelo meu namorado, e nem perguntaram meu problema. De manhã chegou o médico, mas não me atendeu, disse que lá não tinha condições. E me orientou a ir à UPA. É revoltante”, queixa-se.
Visita em vão
A diarista Ernestina Marcia dos Santos, 56, relata que tentou consulta com o ortopedista na quinta-feira à tarde para o filho, William, 14, que estava com suspeita de fratura no braço após uma queda, e não conseguiu. “Disseram que só haveria ortopedista à noite. E o menino vai ficar com dor, sofrendo? O jeito é gastar duas passagens e ir ao Hospital de Saracuruna ou ao Hospital Municipal Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo, em Caxias”.
Até o fechamento desta edição, a prefeitura não conseguira localizar um porta-voz para explicar a situação.
Com dor e sem atendimento
O DIA acompanhou o atendimento na emergência do Hospital Jorge Júlio Costa dos Santos, quinta-feira. À tarde, havia cerca de 20 pessoas esperando para preencher ficha na triagem. O diretor-médico, Reinaldo Lopes, disse que a reforma ainda incompleta — falta concluir o setor de pediatria e o centro cirúrgico — não atrapalha. “São realizados 400 atendimentos por dia. Ninguém sai sem ser atendido”, destacou.
Enquanto ele dava a explicação, às 14h, a dona de casa Vânia Câmara, 37, chegou com fratura na perna direita. Mas não havia ortopedista. “Disseram que ele só estaria à noite. O pior é que mandaram procurar a UPA de Bom Pastor, mas passamos lá antes e não tinha médico. Vamos a o Hospital Municipal Moacyr Rodrigues do Carmo, em Caxias. Isso aqui foi uma reabertura de fachada”, reclamou Cláudio Serafim Santana, amigo de Vânia.
Visita em vão
Até o fechamento desta edição, a prefeitura não conseguira localizar um porta-voz para explicar a situação.
Com dor e sem atendimento
O DIA acompanhou o atendimento na emergência do Hospital Jorge Júlio Costa dos Santos, quinta-feira. À tarde, havia cerca de 20 pessoas esperando para preencher ficha na triagem. O diretor-médico, Reinaldo Lopes, disse que a reforma ainda incompleta — falta concluir o setor de pediatria e o centro cirúrgico — não atrapalha. “São realizados 400 atendimentos por dia. Ninguém sai sem ser atendido”, destacou.
Enquanto ele dava a explicação, às 14h, a dona de casa Vânia Câmara, 37, chegou com fratura na perna direita. Mas não havia ortopedista. “Disseram que ele só estaria à noite. O pior é que mandaram procurar a UPA de Bom Pastor, mas passamos lá antes e não tinha médico. Vamos a o Hospital Municipal Moacyr Rodrigues do Carmo, em Caxias. Isso aqui foi uma reabertura de fachada”, reclamou Cláudio Serafim Santana, amigo de Vânia.
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