Menos de uma semana após instalação de UPPs,
PMs trocam tiros com traficantes no Alemão
Policiais apreenderam uma granada, munição de diversos calibres e drogas
Policiais militares trocaram tiros com suspeitos da comunidade Nova Brasília, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio, no final da noite de segunda-feira (23). As duas primeiras UPPs(Unidades de Polícia Pacificadora) no complexo de favelas foram inauguradas na última quarta-feira (18).
De acordo com a polícia, o confronto aconteceu durante um patrulhamento de rotina. Na fuga, os criminosos abandonaram uma granada, munição de diversos calibres e drogas. Ninguém foi preso.
O material apreendido foi levado para a Delegacia da Penha (22ª DP), onde o caso foi registrado.
De acordo com a polícia, o confronto aconteceu durante um patrulhamento de rotina. Na fuga, os criminosos abandonaram uma granada, munição de diversos calibres e drogas. Ninguém foi preso.
O material apreendido foi levado para a Delegacia da Penha (22ª DP), onde o caso foi registrado.
UPPs no Alemão
O comandante da UPP da favela Nova Brasília, capitão Márcio Ferreira Rodrigues, disse que dividiu a comunidade em quatro setores para ter maior controle e fiscalização das ações da PM na região.
Fotos: inauguração de UPPs vira festa no Alemão
— É uma questão estratégica. Cada grupo de policiais fica responsável por um setor. Além de você restringir o raio de ação para cada grupo, eu tenho maior controle do que acontece. Se houve um problema, eu sei exatamente quais policiais estavam de plantão naquele setor, naquele dia e naquele horário.
O capitão explicou que, do total de 340 policiais que vão trabalhar na UPP da Nova Brasília, 128 já trabalharam em outras UPPs. Os policiais considerados experientes vão ajudar os recrutas no trabalho de aproximação com os moradores.
— É importante ter policiais que já conhecem esse tipo de policiamento para ajudar os mais jovens. É importante essa troca de experiência. Os que já estão conosco há mais tempo vão ajudar os novos no processo de adaptação.
O oficial disse ter se sentido surpreso com a receptividade dos moradores do Alemão e se disse preparado para possíveis conflitos com grupos de moradores, como aconteceu com o Exército, que chegou a registrar 80 ataques hostis em apenas um mês.
— Estou circulando pelo Alemão há um mês e fiquei surpreso com a receptividade. As pessoas que promovem esse tipo de ataque são a grande minoria. De qualquer forma, nós estamos preparados. Se acontecer, vamos identificar essas pessoas e agir dentro da lei. Vamos fazer incursões a pé e motorizadas pela comunidade. Nosso patrulhamento não será estático.
Comandante da UPP Fazendinha, o capitão Ronaldo Salgado Claudino, disse que pretende focar seu trabalho na aproximação com a comunidade.
— Nossa missão é garantir a liberdade para gerar oportunidade. Em um primeiro momento, eu quero conhecer os moradores e saber do que eles precisam. Quero fazer uma reunião, se possível amanhã com eles.
O oficial também defendeu a presença de mulheres na tropa. Nas duas UPPs inauguradas, com 660 PMs, há aproximadamente 150 mulheres.
— A presença dela é importante. A mulher tem uma sensibilidade para resolver questões que às vezes falta aos homens. Vão nos ajudar muito a nos aproximar das mulheres da comunidade.
Até o fim do mês, os policiais dos Batalhões de Choque e do Bope (Batalhões de Operações Especiais) que estavam na Nova Brasília e na Fazendinha vão substituir os militares do Exército em todo o restante do Complexo do Alemão. Para o início de maio, estão previstas a inauguração das UPPs do Alemão e Adeus e Baiana.
Até o fim de junho, as oito UPPs do Alemão e da Penha deverão estar prontas, já que acaba o convênio entre o governo do Estado e o Ministério da Defesa. O número de policiais empregados na região vai passar dos 2.000.
— É uma questão estratégica. Cada grupo de policiais fica responsável por um setor. Além de você restringir o raio de ação para cada grupo, eu tenho maior controle do que acontece. Se houve um problema, eu sei exatamente quais policiais estavam de plantão naquele setor, naquele dia e naquele horário.
O capitão explicou que, do total de 340 policiais que vão trabalhar na UPP da Nova Brasília, 128 já trabalharam em outras UPPs. Os policiais considerados experientes vão ajudar os recrutas no trabalho de aproximação com os moradores.
— É importante ter policiais que já conhecem esse tipo de policiamento para ajudar os mais jovens. É importante essa troca de experiência. Os que já estão conosco há mais tempo vão ajudar os novos no processo de adaptação.
O oficial disse ter se sentido surpreso com a receptividade dos moradores do Alemão e se disse preparado para possíveis conflitos com grupos de moradores, como aconteceu com o Exército, que chegou a registrar 80 ataques hostis em apenas um mês.
— Estou circulando pelo Alemão há um mês e fiquei surpreso com a receptividade. As pessoas que promovem esse tipo de ataque são a grande minoria. De qualquer forma, nós estamos preparados. Se acontecer, vamos identificar essas pessoas e agir dentro da lei. Vamos fazer incursões a pé e motorizadas pela comunidade. Nosso patrulhamento não será estático.
Comandante da UPP Fazendinha, o capitão Ronaldo Salgado Claudino, disse que pretende focar seu trabalho na aproximação com a comunidade.
— Nossa missão é garantir a liberdade para gerar oportunidade. Em um primeiro momento, eu quero conhecer os moradores e saber do que eles precisam. Quero fazer uma reunião, se possível amanhã com eles.
O oficial também defendeu a presença de mulheres na tropa. Nas duas UPPs inauguradas, com 660 PMs, há aproximadamente 150 mulheres.
— A presença dela é importante. A mulher tem uma sensibilidade para resolver questões que às vezes falta aos homens. Vão nos ajudar muito a nos aproximar das mulheres da comunidade.
Até o fim do mês, os policiais dos Batalhões de Choque e do Bope (Batalhões de Operações Especiais) que estavam na Nova Brasília e na Fazendinha vão substituir os militares do Exército em todo o restante do Complexo do Alemão. Para o início de maio, estão previstas a inauguração das UPPs do Alemão e Adeus e Baiana.
Até o fim de junho, as oito UPPs do Alemão e da Penha deverão estar prontas, já que acaba o convênio entre o governo do Estado e o Ministério da Defesa. O número de policiais empregados na região vai passar dos 2.000.

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