Estado admite falhas sobre investimentos no Alemão
Audiência na Alerj discutiu obras do PAC na região
Durante audiência da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, realizada nesta terça-feira (10) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), o diretor da Emop (Empresa de Obras Públicas do Estado), Ícaro Moreno, admitiu falhas durante os cinco anos de intervenções do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no Complexo do Alemão, zona norte.
Após depoimento de Alan Brum Pinheiro, representante da ONG Raízes em Movimento, que reclamou sobretudo desaneamento básico, Moreno reconheceu que toda a verba injetada na região durante este período — cerca de R$ 700 milhões — poderia ter sido aplicada de melhor forma.
— Falhas tivemos e teremos, embora estejamos trabalhando muito.
Moreno anunciou ainda que em três meses o Alemão deve voltar a receber obras do PAC.
— Os recursos para o complemento do PAC já estão na Caixa Econômica Federal. Penso que, dentro de três meses, estaremos começando as obras. Já temos o dinheiro e, agora, só faltam a liberação do orçamento e a licitação.
Presidente da Comissão de Direitos Humanos, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), considerou positivo o fato de Ícaro Moreno ter admitido os erros.
— O mais importante foi que o presidente da Emop admitiu que falhas existem, que as intervenções devem ser feitas e o mais importante de tudo: que a comunidade precisa ser ouvida. Aprendendo a ouvir o que a população tem a dizer, certamente, vão fazer um investimento mais barato e eficaz.
Dentre os muitos pontos negativos destacados durante a audiência, valas a céu aberto, problemas rotineiros no abastecimento de água e lixo acumulado nas ruas foram os problemas considerados mais graves.

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