Rio -  O carro que era dirigido por Thor de Oliveira Fuhrken Batista, 20 anos, ao atropelar e matar o ajudante de caminhão Wanderson dos Santos, 30, sábado à noite, deverá passar por terceira perícia para determinar a velocidade a que estava na hora do acidente. Segundo o delegado da 61ª DP (Xerém), Mário Arruda, os depoimentos colhidos até agora apontam para responsabilidade da vítima. Ele estaria atravessando a BR-040 de bicicleta no momento em que foi atingido.
Thor disse que está convicto de sua inocência | Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia
Thor disse que está convicto de sua inocência | Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia
“A princípio, pelo que foi apurado até agora, a vítima estaria no meio da pista, atravessando a via”, afirma Mário Arruda, que ainda aguarda, no entanto, os laudos da perícia para concluir o inquérito.
Filho do bilionário Eike Batista com a ex-modelo Luma de Oliveira, Thor prestou depoimento ontem na 61ª DP e reafirmou sua inocência. Outras cinco pessoas já foram ouvidas. O delegado descartou homicídio doloso (com intenção de matar). Ele só seria indiciado por homicídio culposo (sem intenção) se ficasse comprovado que trafegava pelo acostamento ou acima da velocidade permitida. A nova perícia deve apontar se Thor estava acima de 110 km/h.

“Houve um acidente e tem que ter um culpado. Se ele estiver conduzindo o veículo dentro da faixa de rolamento, dentro do limite de velocidade, é culpa exclusiva da vítima. Ela atravessou uma rodovia inadvertidamente”, explica o delegado. 
Filho de Eike Batista é cercado por jornalistas na saída da delegacia | Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia
Filho de Eike Batista é cercado por jornalistas na saída da delegacia | Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia
MULTAS
A quantidade de infrações que Thor apresenta em seu prontuário no Detran-RJ foi contestada ontem por seu advogado, Celso Vilardi. Ele afirma que algumas multas podem ter sido cometidas por funcionários que utilizaram o carro do jovem. Conforme O DIA publicou com exclusividade, o jovem teria 44 pontos registrados em sua carteira e não poderia mais dirigir.
“Estamos fazendo um levantamento. Ele trocou de carro várias vezes, e a transferência pode ter alguma influência nesse número de pontos. Além disso, ele anda com seguranças e motoristas. Queremos saber se era ele mesmo que estava dirigindo em cada uma das ocasiões em que as multas foram aplicadas”, argumenta Vilardi.
Thor ganhou reforço de peso em sua defesa. Ex-ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos foi contratado por Eike Batista para defender seu filho. Os dois advogados já se reuniram para definir as estratégias.